A MAGIA DA ESCRITA

A MAGIA DA ESCRITA


"Escrevo por que escrevendo me sinto bem, para mostrar como são lindos e perigosos os jardins, árduos e impressionantes os desertos. Escrevo para mostrar como posso ser tão forte e sensível ao mesmo tempo, para fazer as pessoas verem o quão mágica é a escrita, assim como a leitura e por final, escrevo para externar, mostrar o que sinto e o que penso. Porque se não pudesse o fazer, escreveria em vão."©



Rto.®



Para todos, boa leitura!!!

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

SEM SER AMADO

Amar sem ser amado,
É se entregar sem ver retorno.
É pagar o preço e não ter estorno,
É querer bem a quem não quer estar do seu lado.
É se sacrificar não se importando se seu sangue for derramado.
É esperar por alguém que pode não chegar,
É abrir mão se anulando sem a outra parte se doar.
É se cegar pros erros e perdoar
É as vezes esquecer de se amar
E se sentir constantemente um grande amaldiçoado,
É a brncadeira mais sem graça da vida
Nos fazer amar sem ser amado.

sábado, 2 de novembro de 2013

CIDADE ALTA

Como estou há um bom tempo sem postar nenhum texto, vou fazer uma média com meu irmão Renan, o Preto!!!...rsrsrs Desculpe irmão!!!

CIDADE ALTA

Minha cidade elevada,
Colina natal, e sim!
Favela. Em cimento armada.
Aqui. O início de mim

De Leblon, Gávea,
E de outras moradas,
Famílias enraizando-se em nova área.
Novas vidas ali iniciadas.

Juntam-se bancários...
Vão-se bancários...
Expandindo a comunidade.
Exibindo a realidade.

Desbastados! Segregados!
Varridos sob o tapete suburbano.
Condenados, isolados,
Dignidade ou engano?

Fruto do crescimento desordenado,
Favelização e construções irregulares
Descendo os barrancos,
É engendrado o povo e seus lares.

Uma minoria bandida
 Rotulam a maioria humilde.
Cidade Alta sinônimo de Gueto.
Medo dos outros, das vielas, dos segredos.

Funk, baile e alegria.
Para muitos, agonia
Embora arregado, a tensão.
Será que terá incursão?

Seguem-se guerras e execuções.
Entre tempos de paz vigiada
Mantida por falanges e comandos
O Poder paralelo dos bandos.

Dublê de comunidade badalada,
Dedicada a Deus apareceu,
Nas telas do mundo,
Porém no submundo permaneceu.

Resistente a arte persiste,
Em centros de treinamentos,
Igrejas, praças e quadras.
Mexendo a barriga em blocos e sambas.

Memória de um povo,
 Cultura de uma favela
Arte de uma comunidade
Bendita seja ela.

Minha Cidade quase emancipada
Em seus bares, lojas e mansões
Brotados dos antigos Jardins
Puxadas por humildes artesões.

Salve a Cidade Alta
Minha eterna morada,
Lar de Perninha’s, Mirian’s e Renan’s
Hoje e sempre Cidade Alta.



Renan Wangler.