Medo,
Não contemplei sua forma
Sequer vi sua face
O que seria o medo?
Impossível explicar como é
E mesmo nunca o tendo tocado
Ainda assim
O conheço desde cedo
Medo,
Seria o extremo receio do porvir?
Sua existência vem de cedo
Tomou a Caim quando pensou, e se Deus descobrir?
Existente em todas as histórias de vida
Marcante,
E em suas passagens
Por poucos é esquecida
Medo,
Sem composição, aglutinado ou sobreposto.
Simplesmente medo,
Sinto sem conhecer o rosto.
Medo,
Ausência da coragem da gente
Confiança, não mais se sente
E então temos que encará-lo.
Penso no medo,
Por que agora ele retorna
Toda vez que lembro
Que um dia chegará minha hora
Sinto medo do desconhecido
O medo é misterioso
E ele eu sinto de partir
Medo do fim doloroso
A mim se apresentou bem cedo
Assim que aprendi a andar
E por tempos adormecido
Hoje ele retorna, à fim de me atormentar.